A impotência sexual, também conhecida como disfunção eréctil, é um tema delicado para os homens. Em Moçambique actualmente cerca de 20 a 30 por cento das consultas externas acusam sintomas de impotência sexual, mas falar no assunto ainda é complicado. As questões envolvidas vão muito além da saúde física.

A condição etária para desenvolver a doença surge por volta dos 40 anos mas em condições excepcionais, jovens também podem desenvolver.

Apesar de temida, a impotência não é um problema permanente e tão pouco inevitável, como muitos pensam.

O diagnóstico não significa que todos os homens, a partir daquele momento de vida, não poderão ter mais relações sexuais. Dependendo do estilo de vida do individuo, é possível que esse problema seja superado facilmente ou nem sequer se torne crónico. Tudo depende da forma como o diagnosticado leva a vida.

Da mesma forma, a saúde mental masculina tem sido um tema pouco discutido em conversas. A maioria dos homens descarta qualquer conversa relacionada a sentimentos e emoções, especialmente se estiver associada a um assunto tão desagradável e embaraçoso para eles.

Contudo a realidade deveria ser o contrario, pois ambas as conversas são de extrema importância. E frequentemente elas se entrelaçam.

Neste artigo você aprenderá tudo sobre a impotência sexual e, ainda, sobre o impacto desta na saúde mental dos homens.

O QUE É IMPOTÊNCIA SEXUAL?

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Como já é do conhecimento popular, a impotência sexual, também chamada de disfunção eréctil, é a impossibilidade de um homem manter uma erecção satisfatória do pénis. Embora seja uma situação vergonhosa e frustrante para os homens, uma ou outra falha na erecção não é nada anormal. Isso acontece até com os mais jovens.

A ansiedade e o estresse são factores psicológicos, entre muitos, que podem interferir na vida sexual de ambos os géneros. No caso dos homens, podem dificultar a obtenção da erecção. Porém, poucos têm conhecimento disso e acreditam que o problema é com o órgão sexual. No entanto, para existir o diagnostico de impotência, as falhas nas erecções precisam ocorrer com certa frequência. A dificuldade em mantê-las deve ser percebida, pelo menos, em 75% das tentativas de relação sexual.

COM OCORRE A IMPOTÊNCIA?

Uma das causas mais comuns para a disfunção eréctil e o dano nas artérias. Para o pénis ficar erecto, e necessário um aumento no fluxo de sangue até o órgão. A impotência acontece quando há o comprometimento na circulação sanguínea.

Para compreender a totalidade do problema, é preciso entender que o pénis possui dois grupos de fibras nervosas. Um é responsável pelos sinais inibitórios e o outro, pelos excitantes. Como implicado nos respectivos nomes, o primeiro grupo dificulta a erecção e o segundo facilita.

Quando a erecção acontece, mecanismos cerebrais transmitem mensagens, através de circuitos formados por neurónios, para as fibras nervosas. Assim, são provocados sinais inibitórios e excitantes, os quais facilitam a condução de sangue pelas artérias até o órgão.

A impotência ocorre uma vez que um factor danoso e identificado em alguma etapa deste processo, o qual pode ter várias origens.

Para alcançar um diagnostico, é imperativo fazer uma investigação completa da condição de saúde do homem, principalmente se este apresentar histórico de patologias.

SINTOMAS DA IMPOTÊNCIA SEXUAL

Além da dificuldade para ter ou manter uma erecção, também existem outros sintomas. Estes podem ser facilmente percebidos pelo individuo durante as relações ou tentativas de relações sexuais, já que acontecem de forma recorrente. Veja abaixo quais são:

  • Erecção mais flácida;
  • Ejaculação tardia ou precoce;
  • Maior concentração para conseguir a erecção;
  • Redução da libido sexual;
  • Erecções espontâneas, como durante a noite ou pela manha, reduzidas;
  • Perda de erecção durante a relação sexual, especialmente se houver mudança de posição;
  • Redução dos pelos corporais;
  • Alterações na anatomia do órgão, como redução de tamanho ou surgimento de calombos;
  • Fadiga ou cansaço rápido durante a relação sexual;
  • Como cada individuo e único e apresenta um histórico de saúde distinto, os sintomas manifestados podem variar de um paciente para o outro. Apesar disso, os mais comuns (dificuldade para ter erecção, ejaculação precoce e redução da vontade sexual) costumam estar presentes em todos os quadros.

POSSÍVEIS CAUSAS

É evidente que uma das causas mais comuns tenha origem nas artérias. Porém, danos nos músculos lisos, tecido muscular de contracção involuntária e vagarosa, encontrado nas paredes de vasos sanguíneos, e nos tecidos fibrosos, constituídos por longas células de até 15 centímetros, também pode desencadear a impotência.

Essas são, geralmente, lesões ocasionadas devido a uma doença, como diabetes, alcoolismo, esclerose múltipla, doença renal, arteriosclerose, doenças nos vasos sanguíneos, entre outras. Assim sendo, se o paciente apresenta alguma das doenças citadas anteriormente, pode desenvolver a impotência futuramente.

Outras causas resultam de ferimentos nos nervos e artérias, causados por intervenções cirúrgicas, e medicamentos. A disfunção eréctil também pode ser efeito colateral de remédios usados no tratamento de doenças, como hipertensão, depressão e úlcera.

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Em síntese as causas são inúmeras, diversas e nem sempre estão relacionadas a alguma alteração no pénis ou no processo biológico responsável pela erecção. É possível que a disfunção tenha origem emocional ou psicológica.

FACTORES DE RISCO

Já que o processo biológico para ter a erecção envolve o cérebro, hormonios, nervos, músculos e vasos sanguíneos, até mesmo as mínimas falhas em algum estágio deste complexo mecanismo podem ocasionar a impotência. Logo, os factores de risco são diversos e afectam múltiplas partes do corpo. Confira abaixo os factores de risco mais comuns:

  • Consumo exagerado de álcool
  • Transtornos mentais
  • Enfermidades hormonais (diabetes, obesidade, alterações da tiróide, osteoporose)
  • Doenças neurológicas (esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson)
  • Patologias vasculares (trombose, insuficiência venosa, doença arterial periférica)
  • Medicamento para (diabetes, hipertensão, depressão)
  • Tabagismo
  • Sedentarismo

Se você é paciente de uma das doenças mencionadas acima, tire suas duvidas sobre a impotência sexual com o seu medico, caso ainda não o tenha feito. Como o profissional está a par de seu histórico de saúde, poderá esclarece-lo sobre a probabilidade de desenvolver a doença e métodos de prevenção mais eficazes.

COMO É FEITO O DIAGNOSTICO?

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Primeiramente, o urologista conversa com o paciente sobre o histórico de doenças na família e factores de risco. Por exemplo, se o paciente tiver hipertensão, a patologia precisa ser tratada. Se o paciente for diabético, deve estar em tratamento. É provável que o urologista faɕa alterações no mesmo para beneficiar o tratamento da impotência igualmente.

Em seguida, o medico analisa a qualidade e a frequência das erecções. Assim, o paciente precisa detalhar as suas experiências.

Muitas vezes, o tratamento é iniciado após a avaliação clinica, sem a necessidade de exames ou verificação do resultado desses.

Entretanto, existem métodos mais aprofundados para investigar a existência da doença. São especialmente importantes para pacientes com factores de risco e muito jovens. Ademais, os pacientes que não apresentarem melhora com o tratamento inicial podem ter um problema mais grave, passível de investigação.

Os três exames típicos para diagnosticar. Com eles o urologista consegue identificar se o problema é de origem orgânica ou psicológica.

  • Eco Doppler peniano
  • Nesse exame, o pénis é injectado com um medicamento para estimular uma erecção.
  • Teste de tumescência peniana nocturna
  • Realizado com auxilio de equipamentos
  • Teste de fármaco induzido

Este consiste em aplicar medicamentos directamente no pénis para avaliar a resposta do órgão ao estimulo, bem como a qualidade da erecção.

Com o avanço da tecnologia, existe também o exame de ressonância magnética quântico, que sem precisar extrair o sangue do paciente consegue avaliar o problema da impotência sexual, os factores de risco e permitir a tomada de providências de acordo com o resultado do mesmo visto que este faz a verificação do funcionamento do organismo no seu todo.

SAUDE MENTAL E IMPOTÊNCIA SEXUAL

É comum os homens de determinada idade temerem se aproximar por conta de impotência sexual. A medida que o tempo passa e o corpo envelhece, as histórias de disfunção eréctil aumentam.

Em nossa sociedade, a capacidade de ter uma erecção está relacionada a virilidade ou, em termos populares, a “o quão homem” o individuo é. A perda desta aptidão não representa somente uma possível degradação da saúde física ou a chegada da idade avançada, mas também a perda de uma característica definidora da identidade do homem.

Certamente, os homens não passam por esta experiencia da mesma maneira. Alguns podem não ser afectados pela questão da virilidade e atribuírem significância a outros pontos. Porém, a preocupação com uma possível perda da virilidade ainda está presente em muitos casos de impotência sexual.

A saúde mental do homem pode ser afectada tanto antes quanto depois do diagnostico. Há uma grande possibilidade do diagnosticado desenvolver um transtorno mental em decorrência dos desafios criados pela disfunção.

Apesar disso, o debate sobre a relação de saúde mental com a impotência costuma desaparecer por completo das conversas entre indivíduos do sexo masculino. Para começar, os homens evitam ao máximo mencionar esta condição, considerada uma “fraqueza” por muitos.

Por isso para compreender a totalidade dos impactos emocionais e psicológicos da disfunção nos homens, é preciso, também, pensar na sexualidade masculina no seu todo.

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Factores psicológicos que contribuem para a impotência

A ansiedade

A ansiedade é uma das condições mais comuns nos dias de hoje. Ela afecta pessoas de todas as idades e pode acarretar o surgimento de transtornos mentais graves, como o Transtorno Obsessivo Compulsivo e a Síndrome do Pânico.

No caso da impotência, está comummente atrelada a ejaculação precoce. O homem, para não perder a erecção durante o ato sexual e criar uma situação constrangedora, acaba apressando a relação. Com o tempo, esta conduta pode desagradar e gerar comentários. Embora esses nem sempre tenham a intenção de ferir, o homem é afectado pelas opiniões da parceira.

Novamente, a questão da virilidade.

Como o desempenho sexual costuma estar intrinsecamente ligado a masculinidade, o individuo pode se sentir inferior, ou seja, menos homem.

Mas a ânsia de provar a sua capacidade para si mesmo e para a parceira somente alimenta a angustia.

Na próxima relação sexual, o homem pode apresentar ainda mais preocupações mascaradas e procurar estratégias para manter a erecção de forma desajeitada, acaba fortalecendo a ansiedade.

DEPRESSAO

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A depressão pode ser tanto causa quanto efeito desta patologia.

Este transtorno mental possui diversos sintomas, os quais se manifestam de forma única em cada individuo.

Um deles é a diminuição da libido. Logo, a pessoa fica menos interessada em manter relações sexuais. Este desinteresse também pode causar ocasionais falhas em obter uma erecção.

Outro cenário seria o desenvolvimento do transtorno em decorrência da impotência sexual, especialmente se a doença não for diagnosticada com rapidez.

Por isso, é importante procurar um medico para confirmar as suspeitas dos sintomas assim que forem notados.

Caso contrario, o individuo que sofre com a disfunção pode continuar a alimentar pensamentos e opiniões negativas sobre si mesmo, pois acredita que ele é o problema.

Consequentemente, pode agravar a depressão e vivenciar sintomas mais intensos e debilitantes.

O diagnostico da depressão é complicado porque as mudanças de comportamento acontecem naturalmente. Geralmente, as pessoas não percebem que estão com depressão, sendo necessário um comentário oriundo de um terceiro sobre a diferença em sua conduta.

A pessoa com depressão costuma perceber a existência do transtorno através de seus pensamentos negativos, e não de mudanças de sua conduta. É comum que neste caso a doença já esteja em um estagio mais avançado.

ESTRESSE

O estresse é outra causa mito comum. Actualmente, o quotidiano agitado de muitas pessoas bem como o constante contacto com factores externos de origem negativa, como telejornais que mostram apenas coisas ruins, tem contribuído para o aumento do estresse.

Rotinas árduas de trabalho são responsáveis por levar diversas pessoas ao esgotamento mental, emocional e até físico. Outros cenários, como rotinas académicas puxadas, também causam o esgotamento.

O estresse crónico traz diversas consequências negativas para o corpo e a mente das pessoas. Constantemente cansadas e irritadas, as pessoas stressadas não têm paciência nem ânimo para encontrar pequenos prazeres em suas vidas.

Para os homens, os elevados níveis de cortisol, produzidos pelo stress, diminuem a produção de testosterona. Com a redução deste importante hormonio sexual, os homens não conseguem desempenhar as funções sexuais como antes.

Como o estresse também deixa o individuo cansado e indisposto para realizar as tarefas mais simples, também afecta a vontade de manter relações sexuais.

Baixa auto-estima

Homens inseguros apresentam maiores dificuldades no ato sexual.

Como em nossa sociedade ainda há muita pressão para o homem desempenhar bem nas relações sexuais, alguns podem se sentir demasiadamente pressionados, causando a insegurança.

Além disso, a infância e a adolescência, as crenças, a capacidade de administrar as emoções são factores que podem, na vida adulta, resultar em uma auto-estima baixa.

Na pressa para compensar alguma característica considerada falha, no seu ponto de vista, o individuo pode se render ao perfeccionismo inconscientemente. O desejo de não cometer erros está fadado a causar frustração devido a natureza irrealista deste anseio.

Timidez

Pessoas tímidas, como um todo, possuem dificuldade de expressar emoções e desejos sexuais. Sendo assim, homens tímidos podem sofrer com mais casos de disfunção eréctil.

Embora a timidez seja uma característica relativamente comum entre as pessoas, a qual pode ser tratada através de terapia, quando esta se torna crónica pode trazer problemas mais sérios para o individuo. Por exemplo, é possível que uma pessoa muito tímida desenvolva transtorno de ansiedade ou até mesmo fobia social.

Ou seja, o homem tímido possui maiores probabilidades de se frustrar com relações sexuais insatisfatórias, tendo mais episódios de impotência.

Culpa

Quando o problema não é tratado de maneira adequada, a recorrência do mesmo pode gerar impasses no relacionamento. O homem acaba sentindo-se culpado por não conseguir manter a erecção, atribuindo toda a responsabilidade da relação insatisfatória a si mesmo.

Porém, o sentimento de culpa é uma carga pesada para se carregar. Isto é, ele domina os pensamentos das pessoas e, por conseguinte, as emoções. É comum haver explicações de raiva, discussões e episódios de desespero, em que o homem não consegue compreender o que está havendo com ele.

Crenças rígidas sobre sexo

As crenças que cultivamos em relação ao mundo, a sociedade, as pessoas e a nós mesmos nos moldam como indivíduos. A educação recebida na infância e adolescência, seja de casa, da escola ou de outras fontes, nos impacta profundamente.

É a partir desses ensinamentos que desenvolvemos opiniões e e pensamentos próprios. Estes, por sua vez, comandam o nosso modo de interagir com o mundo.

Por exemplo, a mensagem típica ensinada aos homens desde criança, de maneira directa ou indirecta, é ” homem de verdade possui varias parceiras sexuais” ou “homem tem que aproveitar a vida e namorar muito” ou “homem só pensa em sexo”.

O homem que absorve essa mensagem ou que age de acordo com ela (por vezes inconscientemente) encontra um conflito entre a necessidade de seguir o estilo de vida presente nessa crença e o seu próprio.

Em ambos os cenários, o homem pode se deparar com desafios para cultivar uma vida sexual saudável.

Ele pode criar tabus em relação ao sexo, ou questionar a própria sexualidade quando passar pela experiencia de impotência sexual.

Esses questionamentos, além de possuírem origem negativa e opressora, contribuem para manter a patologia e alimentam inseguranças.

CONFLITOS SOBRE SEXUALIDADE

O homem que apresenta duvida sobre a sua própria sexualidade, mas, por alguma razão, se recusa a investiga-la, pode vivenciar mais casos de impotência.

Por exemplo, rapazes jovens que tiveram muitos casos de disfunção, mas desconhecem a origem do problema, podem começar a questionar a sua sexualidade.

Outro caso comum é quando o jovem já descobriu a sua sexualidade, mas, para agradar a família ou se encaixar em normas sociais, toma decisões contrárias aos seus desejos sexuais.

RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E IMPOTÊNCIA

A relação com a parceira ou parceiro também deve ser levada em consideração. Isto porque os relacionamentos se constituem de interacções de carácter intimo e demonstrações de afecto entre duas pessoas. Portanto, a qualidade do relacionamento amoroso também interfere na capacidade do homem ter uma erecção.

Não é raro essa discussão permanecer no escuro, mesmo quando o casal não está na mesma sintonia. O desejo de se afastar cresce, mas, por alguma razão, o relacionamento é mantido.

Pressão familiar ou dos amigos, pressão social para manter as aparências, medo de não encontrar novos parceiros, comodismo, entre outros, são motivos típicos para um relacionamento desagradável se estender além do necessário.

A QUALIDADE DO RELACIONAMENTO

É comum o homem não conseguir manter uma erecção em um relacionamento que não esteja mais dando certo. Afinal, o amor, o desejo e a opinião positiva sobre a parceria são factores que facilitam o ato sexual.

Por isso, se o homem já perdeu a afeição e a admiração pela parceira e está mantendo o relacionamento apenas por mantê-lo, sem sentimentos envolvidos, é muito provável que não consiga ter relações sexuais prazerosas.

Se o relacionamento é baseado apenas em atracção física, pode ser um problema também, embora este possa parecer o cenário ideal para muitos. Isto porque a relação eventualmente se esgotará.

Relacionamentos precisam de mais que desejo sexual para se tornarem fortes.

Quando a felicidade e a satisfação desaparecem do relacionamento, cabe ao casal, ou ao homem e a mulher individualmente, se questionarem sobre a qualidade do laɕo compartilhado entre eles.

O TEMPO DO RELACIONAMENTO

Relacionamentos duradouros após alguns anos costumam apresentar problemas, como tédio e comodismo. Quando o homem atinge a idade esperada para a disfunção sexual se manifestar, é comum ocorrer uma crise entre o casal.

O homem, com a necessidade de se auto-afirmar e perturbado pela degradação da sua saúde, e a mulher, insatisfeita com a mudança na relação ou com o comportamento diferente do homem, resultado da frustração consigo mesmo, costumam engajar em conflitos.

O individuo pode tanto continuar tentando quanto desistir completamente. Seja como for, o importante neste cenário é manter um dialogo sadio entre o casal para que, assim a crise possa ser superada em conjunto.

Caso contrario, a saúde mental do homem pode acabar debilitada e os transtornos mentais explanados no item anterior podem aparecer. Nesta situação delicada, cabe ao casal uma postura madura e compreensível para encarar o desafio.

TRATAMENTOS PARA IMPOTÊNCIA

Há uma gama de tratamentos para impotência sexual. Todavia, acompanhado de todos eles, deve haver uma mudança de hábitos. O sedentarismo, as bebidas alcoólicas e o tabagismo são factores que, além de prejudicarem a qualidade de vida e saúde do individuo como um todo, contribuem para o agravamento da doença.

O homem com impotência precisa praticar exercícios físicos regulares e ter uma alimentação saudável, livre de maus hábitos alimentares. O álcool e o tabagismo devem ser consumidos em menor quantidade. Preferencialmente, o individuo não deveria fazer uso deles. Mas, como esta opção nem sempre é possível em curto prazo, devido ao costume do hábito, o ideal é reduzir o consumo aos poucos.

Além de promover a saúde em casos de disfunção, a actividade física regular promove a perda de peso ou manutenção do mesmo, circulação do sangue, diminuição do colesterol e da glicose, redução do estresse, e controle da pressão arterial. Ou seja, é benéfica para a prevenção e o tratamento de diversas patologias.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Há alguns medicamentos que podem auxiliar no tratamento da disfunção eréctil, como inibidores da fosfodiesterase 5, os quais actuam como vaso dilatadores e estimulantes; medicamentos aplicados localmente; e medicamento para injecção peniana, que é geralmente usado por pacientes com contra-indicação a medicação oral ou tópica.

Em caso de défice hormonal, alguns pacientes fazem a substituição de testosterona. Este tratamento pode ser com cápsulas para o consumo oral, medicamento em forma de gel e medicação injectável.

Devido a maior gravidade, alguns pacientes necessitam de intervenções mais invasivas, como injecções. No entanto, esse tratamento costuma ser rejeitado pelos pacientes, os quais reclamam do desconforto no momento da aplicação. Esta deve ser feita pelo próprio paciente antes da relação sexual. Entre 5 a 10 minutos, ele consegue ter a erecção.

O tratamento será decidido pelo urologista. O paciente pode, em qualquer momento, expressar o seu descontentamento ou suas duvidas em relação ao método escolhido.

Recomenda-se, contudo, seguir as orientações medicas para garantir o melhor resultado.

TRATAMENTO TERAPÊUTICO

O tratamento terapêutico pode ser realizado em conjunto com o medicamentoso para pacientes acima de 40 anos, idade em que a doença costuma a se manifestar, ou mais jovens.

TRATAMENTO CIRURGICO

Como de praxe, o tratamento cirúrgico é recomendado em ultimo caso. Isto porque intervenções cirúrgicas são traumas para o corpo e, dependendo do quadro clinico, nem sempre é a saída mais vantajosa ou segura para o paciente.

TRATAMENTO COM BASE EM SUPLEMENTOS NATURAIS

Com o avanço da tecnologia, nos últimos tempos já existe o tratamento baseado apenas em suplementos naturais, sem efeitos colaterais e que não criam dependência destes no paciente. É um conjunto de produtos que revigoram os rins, fazem a correcção na próstata, promovem a contagem de esperma e a circulação do sangue garantindo vigor ao pénis.

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MITOS POPULARES SOBRE IMPOTÊNCIA

Como muitos homens não costumam procurar orientação ou tratamento medico logo no inicio, muitos mitos em relação a impotência acabam surgindo de especulações e disseminados pelo boca a boca.

ALIMENTACAO DESREGULADA

Um dos mitos mais comuns está associado ao consumo de certos alimentos como a possível causa da impotência. Há quem culpe as frituras, fast food, lanches processados, sal e açúcar pela disfunção. A verdade e que o consumo desses alimentos não causa a patologia de forma directa. Combinados com um estilo de vida sedentário e nada saudável, eles acabam, em longo prazo, contribuindo para o aparecimento da impotência sexual. Porem, não são causadores desta condição.

A vasectomia causa impotência sexual?

Alguns homens pensam que a vasectomia pode interferir no desempenho sexual ou na libido, porem, não existe correlação entre esses factores.

A vasectomia e somente um método contraceptivo. O procedimento interrompe a circulação de espermat0zoides, que são produzidos pelos testículos, até a vesícula seminal, onde seguem para a uretra.

Se falhou uma vez é sinal de impotência?

Uma falha para ter ou manter a erecção é comum. Não é um sinal de impotência nem deve ser motivo para alarme. Pelo contrario, é apenas uma condição normal da existência humanae, principalmente, da sexualidade masculina.

Medicamentos para disfunção prejudicam o coração?

Não há comprovações científicas para sustentar esta afirmação. Na verdade, muitos medicamentos podem ser usados por pacientes que já sofreram enfarto. A única restrição são remédios que possuem nitrato na formula. Estes causam a queda de pressão quando combinados com estimuladores de erecção.

De qualquer forma, qualquer medicamento utilizado para o tratamento de impotência sexual, quando não tomado com responsabilidade e consciência, pode potencializar os efeitos colaterais. A quantidade correcta para o consumo deve ser respeitada para que seja possível obter o resultado previsto pelo profissional de saúde e o paciente.

Existe prevenção?

Um estilo de vida saudável é a melhor forma de prevenção!

Praticar exercícios físicos com regularidade, consumir álcool, frituras e alimentos processados moderadamente, evitar o consumo de substâncias ilícitas e se alimentar de maneira balanceada são hábitos que, idealmente, deveriam ser cultivados por todos.

Eles ajudam a prevenir a impotência sexual e uma série de patologias sérias.

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